Quarta-feira, 29 de Março de 2006

Julgo ter sido no Controversa Maresia

que li algo do género:

«Quem não tem tempo para ler, não tem tempo para escrever»

 

O serão é dedicado à leitura e ao que  julgo ter sido o primeiro trabalho de Nina Simone: Jazz as played in an exclusive side street club (Little girl blue) 1958.

 

 

Mañana  volveré.

 

publicado por postitlilas às 23:10
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Terça-feira, 28 de Março de 2006

"Des papillotes" para Jérusalem

 

Já na fase do indispensável "Summer Berry" da Tetley </a>, que veio coroar um belo jantar de "Papillotes" grelhados de Alho francês e queijo da ilha, aproveito para rever o documentário que está a passar agora mesmo na RTP 2: sobre o conflito israelito-palestiniano.

Lembrei-me deste livro que comprei na última festa do Avante.

Kenizé Mourad, jornalista especializada no Médio Oriente decidiu compilar uma série de testemunhos de ambos os lados do conflito. Israelitas e Palestinianos opinaram.

 Já com o livro nas mãos, recordei dois trechos que tinha sublinhado.

Diz Ram Loewy, cineasta israelita autor do documentário que a 2: está hoje a passar, reportando-se à sociedade israelita:

"Se a  nossa sociedade é forte, é igualmente muito frágil: por causa do traumatismo do Holocausto temos um medo irracional dos nossos vizinhos e, em vez de negociarmos, barricamo-nos."

Diz ainda:

"Quando se olha para o outro não reconhecendo nele um ser humano, tem-se o direito de fazer seja o que for".

(pág- 138,139 edições ASA).

 

O conflito inicia-se em 1917, quando Lord Balfour, ministro britânico dos negócios estrangeiros anuncia que o seu governo «vê com agrado o estabelecimento na Palestina de um Lar Nacional para o povo Judaico».

Não pretendo ser nem a favor de uns, nem contra outros. Pretendo simplesmente sublinhar que a Europa, não satisfeita com a bela merda que tinha já feito com a divisão de África a régua e esquadro e que levou anos mais tarde a conflitos deveras produtivos para todos excepto para os povos africanos, pôs uma vez mais o bedelho num país independente com leis próprias.

Em 1920 iniciam-se os primeiros motins em Jerusalém contra a imigração judaica. 

Pergunto-me se alguma vez nos iremos recompor da febre colonialista que nos está nos genes.

De onde vem esta verdade absoluta que é a nossa e que queremos sempre impor aos outros, os que têm outras verdades absolutas?

Impusemos (nós Europa), ao longo dos séculos, a nossa religião, formas de trabalho, formas de vestir, politicas, pensamentos e divisões aleatórias de territórios, de maneira a que o velho continente ficasse sempre, senão a ganhar, sem perder.

Quando os Estados Unidos se tornaram numa potência e decidiram fazer o mesmo já não achamos tanta piada, criticámos os "gringos" porque de repente valores humanos se levantaram. Fizemos (Europa) bem pior ao longo dos anos dourados em que eramos uma potência  que qualquer presidente Bush elevado ao expoente máximo da mentira e sadismo que o caracterizam como homem de estado.

Enfim, estou resmungona deve ser do sono...

 

De resto, os repatriados do Canadá continuam a chegar a Lisboa.

Engraçado, porque será que aqueles amores da extrema direita portuguesa que fizeram aquela manifestação há uns meses atrás contra os emigrantes africanos, indianos, e de leste que se encontram em Portugal, não se manifestaram agora em apoio a essa grande nação canadiana agora que os emigrantes portugueses estão a ser expulsos?

Pois é... Quem tem telhados de vidro (que é como quem diz emigras espalhados pelo mundo inteiro) não deveria atirar pedras aos telhados do vizinho. Fodido. Azar.

 

De resto, só me ocorre mesmo dizer que todos os canteiros que o meu cão "visita" nas suas passeatas diárias estão em flor. Isto deve querer dizer alguma coisa com certeza. Só não sei é o quê. Lá chegarei com a devida reflexão.

 

Amanhã, mais uma visita forçada à capital.

Numa semana que pode muito bem tornar-se numa das mais gloriosas e empolgantes da minha vida desde que despachei o "palerma" e decidi fazer uso "do Direito a devolver à precedência cônjuges dispensáveis" , vou mas é dar descanso à pele, besuntar-me de desmaquilhante, creme de noite e desfalecer nos lençóis para um merecido e reparador sono de beleza.

 

Over and out.

 

  

publicado por postitlilas às 23:00
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Ena, Ena! Hip Hip Hurray!

 

Os meus primeiros dois comentários!!!

O primeiro, deste senhor, que merecia um prémio por me ter desflorado a caixa (de comentários, entenda-se).

Tem um blog recém inaugurado ,como o meu, o que permite ler o blog todo, de fio a pavio, de um só fôlego, e ficar desde logo seduzida/o.

 Bem haja. Já está nos links ficando sentenciado a visitas diárias de lilás aos molhos . 

Gostei especialmente deste post</a>. Deveras perspicaz.

Em relação a este, quer me parecer que a lógica de um estado capitalista é exactamente os ricos serem cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres.

Estranhamente essa é também a lógica dos estados da esquerda comunista em que as desigualdades sociais se mantêm apesar das filosofias e ideologias de justiça social para todos. 

Entretanto, manda-se areia para os olhos dos que trabalham. Fala-se em choques tecnológicos, crescimentos económico; Expressões usadas a vulso que nos fazem acreditar que com esforço e dedicação teremos um país desenvolvidos e produtivo sem perceber que não é necessáriamente o que desejamos.

 Balelas digo eu, palavras de ordem necessárias dizem eles

 Concluindo, penso que se trata simplesmente de um caso de natureza humana: Quanto mais tenho, mais quero ter e os outros que se amanhem.

Quem tem quer mais, quem não tem conforma-se, ou luta (como os senhores daquela pequena aldeia gaulesa que resiste à invasão romana).

A avareza, salvo erro é um pecado capital e se o não é deveria ser. 

 

 

O segundo comentário é deste senhor que leio há uns meses a esta parte.

Para si, respect!  

       

 

 

publicado por postitlilas às 21:02
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Segunda-feira, 27 de Março de 2006

O copo de vinho ainda a meio,

depois do primeiro entrecosto grelhado do ano, com direito a brasas no pátio, acompanhado por uma couve-flor gratinada muito jeitosa, num dia cheio de rebuliço em que deixei a aldeia para uma visita forçada à capital do império. 

Ah!!!!! (Exclamação de encantamento de quem tem a barriga bem recheada), a primavera é fabulosa... 

Pela capital nada de novo: Carros, poluição, gente mal vestida, gente mal disposta, arrogância, medo, racismo e prepotência aos magotes. O de sempre, portanto.

 

Dia bastante produtivo em que acabei de ler "Um general na revolução".

 Para quem vem de uma família</a> de direita, conhecer outras vozes da revolução é mais que necessário: é imprescindível. Desculpem-me os do ADN, mas o meu coração bate definitivamente à esquerda. Obvio que choro a herança, porem alguém na família</a>  teria que desempenhar o papel da ovelha negra e vistas as coisas pelo lado positivo, se esse papel me calhar a mim, o resto do sangue está safo.

 

Comecei entretanto a ler o "L'enfance d'un chef"</a>. Pergunto me como é que em trinta anos de vida consegui nunca ler nada de Sartre, paixão iniciada recentemente enquanto estudava o existencialismo, e que, deverá terminar quando tiver na minha biblioteca todos os livros dele.

Ficaram na Fnac uma mão cheia de livros (dos quais os "Cus de Judas " do Lobo Antunes que ando a namorar há mais de um ano) que, por falta de... "tempo", não passaram na máquina MB. Azar. "Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe", pode ser que um dia me consiga referir ás esparsas prateleiras de livro cá de casa com sendo uma biblioteca. A ver, a ver! 

Lenine na aparelhagem, a janela aberta a deixar entrar o cheiro da primavera que por cá se traduz numa quantidade extraordinária de aromas, dos quais dos lilás que o meu vizinho da frente em boa hora decidiu plantar, sinto uma paz profunda  apenas enegrecida pela dificuldade de arranjar um amante. Estranhamente, arranjar alguém que perceba que não tenho homem nem pretendo ter está se a tornar mais difícil do que julguei quando me divorciei.

 Estranho, sempre pensei que o conceito da queca fácil e descomprometida fosse o mais procurado . Afinal, parece que não.

 

Na falta do dito, vou acabar de ler o Times, sempre aproveito para praticar o Inglês, agarrar-me ao Sartre, e fazer as bainhas das calças que quero usar amanhã que, para além de serem novas são, sei lá, giríssimas.

 

A não ser que algo de genial me aflore a mente, por hoje, daqui do fim do mundo é tudo,

Hasta mañana "cumadre" Marcela.

publicado por postitlilas às 21:22
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De repente fez-se luz e o mundo descobriu a pólvora:

Posso escrever aqui todos os disparates que quiser sem que nunca ninguém saiba quem sou.

É um diário, na versão jornal de parede incógnito e inviolável em toda a sua vulnerabilidade e ainda posso pôr músicas e imagens. 

Saiu-me a slot machine que dá sempre prémio, bem melhor que as rifas da festa cá da aldeia.

Fuck, já deveria ter começado isto há mais tempo em vez de andar a perder propositadamente moleskines por aí.

 

publicado por postitlilas às 00:33
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Domingo, 26 de Março de 2006

Ordem de trabalhos:

Sofá,

Aquecedor,

Sanseverino na aparelhagem,

"O romance da minha vida" de Leonardo Padura (nota pós-post, acabei o livro e recomendo! É cubano, é o que é),

Café com leite,

Pão saloio com nutella.

 

Por esta ordem. 

publicado por postitlilas às 20:06
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A rtp2,

Passou ontem, ou no dia anterior, não sei, um documentário sobre Fidel Castro.

Independentemente das opiniões sobre o ditador antidemocrático, duas notas, que, podendo não ser interessantes são sem dúvida engraçadas e dignas de relevo:

- O povo cubano, antes do aparecimento de Fidel, acreditava numa profecia que dizia que o escolhido para a libertação de Cuba seria apontado por uma pomba. Ora, após dois anos de guerrilha, em Janeiro de 1959, quando Fidel discursa triunfalmente em Havana pela primeira vez , pede para que fossem lançadas pombas brancas sobre o povo libertado.

Quis o acaso que uma dessas pombas pousasse sobre o ombro de Fidel Castro e lá ficasse durante todo o discurso fazendo o povo cair de joelhos em oração perante o "escolhido" e deixando Fidel a rir, enquanto andava de um lado para o outro tentando, em vão, afastar a pomba.

 Em Washigton, unanimemente declararam que a pomba estava amestrada.

Partilho a opinião do comentador do documentário: Grande homem este que, durante 2 anos de guerrilha, ainda assim arranjou tempo para treinar um pombo. 

 

- Na primeira reunião com Nixon, sendo Fidel um simples guerrilheiro, sem identidade política, Castro apresenta as suas  exigências ao presidente americano: A terra ao povo, o desenvolvimento da saúde, educação para todos e uma vida digna para o povo cubano, querendo com isto dizer que Cuba deveria deixar de ser o prostíbulo dos Estados Unidos, não querendo todavia dizer que a cooperação entre os dois países não fosse possível, simplesmente, teria outros parâmetros.  

O relatório de Nixon sobre essa reunião limita-se a referir que não há diálogo possível com Cuba pois Fidel é comunista.

Pouco tempo depois e perante as atitudes prejudiciais ao povo cubano pela administração americana, Fidel Castro proclama a revolução Marxista Leninista.

 

Lamentável... Como teria sido a historia se Nixon não tivesse sido "quadrado"?

 

 

 

  

 

publicado por postitlilas às 15:22
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Em plena fase Frida Kahlo,

com a visibilidade do buço proporcional á abundância de pélos nas pernas ,harmónicos, por sua vez, à força e vontade de lutar, lembro-me que há um ano atrás, quando ainda estava casada com o "palerma", nunca teria tamanha pelosidade, nem tamanha gana de vencer.

Haverá alguma relação entre um assunto e o outro?

O certo é que hoje tirei o dia para cuidar de mim: limpeza de pele, exfoliação do corpo e... depilação: Inevitável.

Até agora, ainda não fiz nada... O conceito "Sansão" no seu melhor, portanto. 

 

publicado por postitlilas às 12:54
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Sábado, 25 de Março de 2006

2º Post it

Na minha casa, não há separação entre a cozinha e a sala, dando um novo significado à palavra "lar".

Na minha casa há duas gatas e um cão. Os melhores companheiros que alguma vez tive.

Na minha casa, o tecto é de carvalho trabalhado e envernizado: Lindo.

Naminha casa, as janelas têm namoradeiras de pedra antiga e portadas de madeira.

Na minha casa bate o sol o dia todo.

A minha casa está despida de móveis, mas tudo o que cá está é meu.

Na minha casa, os objectos têm todos um significado especial. 

Na minha casa há um pequeno jardim onde plantei repolhos, hisbiscus e rosas.

A minha casa fica no meio da serra, a dois passos do mar, numa aldeia tão pequena que não aparece no mapa.

A minha casa é o meu maior orgulho: mantida por mim depois de um grito do Ipiranga em que decidi que estava farta de gajos.

Trinta anos, gaja, gira, inteligente e com piada.

Pergunto-me se vou conseguir realizar os meus sonhos e atingir os meus objectivos. Penso que sim. Tenho a certeza que sim.

Post it porque é o que se usa para não esquecer.

Lilás porque mais que gostar da côr, gosto da flor.

Estou lilás e...:
publicado por postitlilas às 20:19
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1º Post it...

Lilás.
publicado por postitlilas às 14:49
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