Segunda-feira, 27 de Março de 2006

O copo de vinho ainda a meio,

depois do primeiro entrecosto grelhado do ano, com direito a brasas no pátio, acompanhado por uma couve-flor gratinada muito jeitosa, num dia cheio de rebuliço em que deixei a aldeia para uma visita forçada à capital do império. 

Ah!!!!! (Exclamação de encantamento de quem tem a barriga bem recheada), a primavera é fabulosa... 

Pela capital nada de novo: Carros, poluição, gente mal vestida, gente mal disposta, arrogância, medo, racismo e prepotência aos magotes. O de sempre, portanto.

 

Dia bastante produtivo em que acabei de ler "Um general na revolução".

 Para quem vem de uma família</a> de direita, conhecer outras vozes da revolução é mais que necessário: é imprescindível. Desculpem-me os do ADN, mas o meu coração bate definitivamente à esquerda. Obvio que choro a herança, porem alguém na família</a>  teria que desempenhar o papel da ovelha negra e vistas as coisas pelo lado positivo, se esse papel me calhar a mim, o resto do sangue está safo.

 

Comecei entretanto a ler o "L'enfance d'un chef"</a>. Pergunto me como é que em trinta anos de vida consegui nunca ler nada de Sartre, paixão iniciada recentemente enquanto estudava o existencialismo, e que, deverá terminar quando tiver na minha biblioteca todos os livros dele.

Ficaram na Fnac uma mão cheia de livros (dos quais os "Cus de Judas " do Lobo Antunes que ando a namorar há mais de um ano) que, por falta de... "tempo", não passaram na máquina MB. Azar. "Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe", pode ser que um dia me consiga referir ás esparsas prateleiras de livro cá de casa com sendo uma biblioteca. A ver, a ver! 

Lenine na aparelhagem, a janela aberta a deixar entrar o cheiro da primavera que por cá se traduz numa quantidade extraordinária de aromas, dos quais dos lilás que o meu vizinho da frente em boa hora decidiu plantar, sinto uma paz profunda  apenas enegrecida pela dificuldade de arranjar um amante. Estranhamente, arranjar alguém que perceba que não tenho homem nem pretendo ter está se a tornar mais difícil do que julguei quando me divorciei.

 Estranho, sempre pensei que o conceito da queca fácil e descomprometida fosse o mais procurado . Afinal, parece que não.

 

Na falta do dito, vou acabar de ler o Times, sempre aproveito para praticar o Inglês, agarrar-me ao Sartre, e fazer as bainhas das calças que quero usar amanhã que, para além de serem novas são, sei lá, giríssimas.

 

A não ser que algo de genial me aflore a mente, por hoje, daqui do fim do mundo é tudo,

Hasta mañana "cumadre" Marcela.

publicado por postitlilas às 21:22
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3 comentários:
De busy a 28 de Março de 2006 às 02:41
Esse conceito de "fácil" é tão procurado como o outro (penso eu de que), mas no fundo acho que tem mais a ver com as pessoas... pode simplesmente não ser uma pessoa com perfil para isso :)
De m'andre a 28 de Março de 2006 às 18:17
post it. post you. post a smile. (keep) posting this. (keep) posting this good smell.
cheira bem este cantinho.
voltarei a voltar. nao há volta a dar
De Helder a 31 de Março de 2006 às 20:05
Como pudeste estar 30 anos sem ler Sartre? é uma maravilha, ainda bem que o descobriste:)

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